Como é o cérebro de um gamer

Cérebro Gamer



A má reputação que tem os games,foi diminuindo com o tempo graças a ciência. Diversas investigações buscaram demonstrar os benefícios que eles trazem as pessoas. 

A ultima foi uma pesquisa publicada na revista "Translational Psychiatry", aonde se conclui que os adolescentes que passam muito tempo jogando, possuem um maior volume de "massa cinzenta" em uma parte chave do cérebro. 

O grupo de analisou imagens por ressonância magnética de 150 jovens de 14 anos, que jogavam tanto de forma moderada como de excesso, descobrindo estruturas e níveis de atividades diferentes em zonas do cérebro ligadas a respostas a uma recompensa. 

De acordo com Simone Kuehn, da Universidade Ghent da Bélgica, e Juergen Gallinar, da Universidade de Medicina da Alemanha, participantes da pesquisa, os resultados demonstram que "O estriado ventral desempenha um papel importante no uso excessivo de videogames e contribui para a nossa compreensão do vício do comportamento". Algo que foi tentado demonstrar em vários estudos anteriores e que tem relação direta com a atitude tomada por alguns gamers viciados frente aos jogos. 

Luke Clark, do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambridge, que também avaliou a tese, disse que os resultados "São realmente provocativos, dado que se trata de um núcleo central no sistema motivacional e caminho para dopamina no cérebro". 

Ou seja, o cérebro é mais usado para a excitação causada pela realização de um objetivo, e um obstáculo difícil de supera, podendo causar a química da massa cinzenta. 

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Games, ajudam ou prejudicam?

Este não foi a única pesquisa feita em torno dos videogames. Durante anos diferentes pesquisadores determinaram múltiplos benêficios para as pessoas que apenas jogam com regularidade

Olhos 
A primeira vantagem, dizem os especialistas, é visual. Ambliopia, também conhecida como "olho preguiçoso" é um mal em que um olho tem um desempenho inferior ao outro. O tratamento geralmente envolve a colocação de um adesivo sobre o olho em boas condições e deve gastar cerca de 16 dias, desta forma (dependendo da gravidade), que exige muito mais trabalho para o olho afetado. 

Que relação tem com os jogos? 
Segundo especialistas da Nottingham University, esta deficiência pode ser curada em um período 380 vezes menor utilizando games do tipo FPS durante o tratamento. 

De acordo com a pesquisa, os games nos obrigam a aumentar todo potencial do sentido visual e a rapidez em que se comunica o cérebro

Acredita-se também que os jogadores têm uma maior capacidade de detectar diferentes tons de cinza, o que poderia salvar a vida de uma pessoa, por exemplo, se você dirigir um carro durante uma estrada com nevoeiro. Algo semelhante acontece com pequenos objetos a distâncias maiores. 

Estresse 
Uma pesquisa da Nottingham Trent University a pacientes com câncer mostrou que essas pessoas melhoraram sua condição quando se incluiu o uso de games em seu tratamento. Pacientes evidenciado melhorias importantes na pressão arterial, uso de analgésicos e da ansiedade. 

Mental 
Outra pesquisa liderada por Jayne Gackenbach, da Universidad Grant MacEwan, concluiu que os jogadores têm sonhos diferentes dos outros, ainda mais é provável conseguir controlá-los. Isso acontece porque essas pessoas não estão confrontando os seus medos, porque eles são usados ??para fazer virtualmente. 

Da mesma forma, aqueles que jogam regularmente, tendem a resolver seus problemas mais facilmente. 

Vício? 
Atualmente não há debate entre médicos e pesquisadores sobre se o uso excessivo de videogames devem ser reconhecidos como um vício ou considerado uma forma de distúrbio mental. 

Henrietta Bowden-Jones, da Imperial College London, disse que as últimas descobertas foram relevantes para os médicos para "fechar um pequeno espaço" entre os jogos de vídeogame e outros vícios, oferecendo opções terapêuticas para o tratamento. 


"O próximo passo é determinar se as diferenças de volume ou de dopamina no cérebro são uma causa ou um efeito de excesso", como acontece em outros vícios. "A questão crucial é se a diferença estrutural é uma alteração causada pelo jogo pesado", disse ele.

Fonte:  Altonivel
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1 comentários:

Alefsander Ribeiro Nascimento disse...

Eitah ... meu cérebro ele funciona mais jogando ?? Agora eu vi que sim !

No trecho destacad